Fraude na Operação com Cartões de Crédito


O comércio pela internet é, há algum tempo, um dos setores econômicos de maior crescimento no mundo.
Um dos fatores mais críticos para o sucesso de um empreendimento comercial on-line é a existência de um plano de prevenção de fraudes efetivo. Estimativas indicam que mais de 90% das novas lojas virtuais encerram suas atividades ou quebram no primeiro ano de vida, em sua grande maioria devido as fraudes on-line.

Na base da maioria das fraudes sofridas pelo comercio eletrônico estão, de um lado a escassa segurança e as limitações dos meios de pagamento e de outro a grande dificuldade prática em verificar e garantir a identidade do cliente/comprador. O problema fica ainda pior nos casos de prestação de serviços on-line sem entrega física de alguma mercadoria, pois fica mais difícil comprovar a efetiva justificativa para a cobrança.

Compras com cartões de crédito fraudulentos.

Neste caso o comprador golpistas aproveita os dados de um cartão de crédito que foi clonado ou roubado ou cujos dados estejam disponíveis por alguma razão (muitas vezes basta um xerox frente e verso), se passando pelo titular do mesmo e realizando a compra em nome dele. Alguns golpistas mais sofisticados procuram ter um cadastro completo do verdadeiro titular do cartão de forma a estar pronto em caso de ligação.

Chargeback

Existem fundamentalmente duas posturas possíveis e alternativas que podem ser tomadas para enfrentar o problema das fraudes no comércio eletrônico.
Terceirizar a solução do problema, sobretudo da segurança dos meios de pagamento, para empresas especializadas e estruturadas para fazer isso, ou criar uma estrutura de verificação própria com ferramentas e procedimentos sob medida para seu caso.

Alguns exemplos de empresas deste tipo (para o Brasil) são os seguintes:

http://www.pagseguro.com.br
http://www.moip.com.br
http://www.braspag.com.br
http://www.ipagare.com.br

No caso a escolha seja de criar uma estrutura de verificação interna, vale levar em conta os seguintes fatores e dicas:

O ponto fundamental diz respeito a validação da efetiva identidade do cliente, e conseqüentemente de seus meios de pagamento. Para tanto podem ser usadas ferramentas e fontes de validação de cadastro. Os dados solicitados no cadastro deverão ser escolhidos cuidadosamente com base nas necessidades do negócio.
O processo, via de regra, não pode ser muito demorado tanto em função do volume de transações quanto em função do custo e por fim da agilidade da aprovação do pedido face ao cliente. Por isso o uso de ferramentas automáticas de scoring ou de detecção de indícios de fraudes é bastante útil e recomendável.
É útil, quando possível, utilizar ferramentas de analise de risco e prevenção de fraudes ou ainda sistemas de scoring automaticos ou não.
Quando possível a validação ativa de dados de cadastro e outras informações através de contato telefônico pode ser muito importante. Por exemplo pedir a data de nascimento e logo em seguida a idade, avaliando o tempo de resposta, é um truque que muitas vezes funciona. Em alternativa um aprofundamento do formulário de cadastro já ajuda.
Em alguns casos, dependendo da situação e dos valores envolvidos, pode ser útil solicitar cópias de determinados documentos ou comprovantes por fax. Uma demora excessiva no envio destes documentos será sinal de forte suspeita.
Vale realizar o traceroute do IP para verificar, quando possível, a localidade de origem da conexão do cliente e comparar com o cadastro informado.

Em caso de suspeita de fraude, ou em alguns casos até de forma sistemática, poderão ser realizadas, entre outras, as seguintes verificações:

Validação do nome do cliente em relação ao CPF/CNPJ junto ao site da Receita Federal.
Validação de dados do cliente junto a sistemas de proteção ao credito (SPC, Serasa…).
Validação do BIN do cartão de credito (que indica qual o banco emissor do mesmo e é representado normalmente entre os primeiros 6 dígitos do número) que pode ser comparado com um campo solicitado no cadastro ou através de perguntas por telefone. Esta validação pode normalmente ser realizada através dos sites das operadoras dos cartões.

Boas ferramentas de prevenção e informação neste setor são oferecidas pelas seguintes empresas:

http://www.crivo.com.br
http://www.fcontrol.com.br
http://www.clearsale.com.br

Existem outras medidas de validação e verificação, aplicáveis e úteis na hora da aceitação de um meio de pagamento por via digital. Tais medidas usam, normalmente, fontes de informação preventiva (como as mencionadas acima, entre outras) em conjunto, as vezes, com ações de validação ativa (através de contato direto com o cliente). Empresas especializadas em prevenção a fraudes podem orientar na montagem de tais processos de validação.

Sobre Gustavo Lima

- Marketing pela Faculdade Integrada do Ceará; - Especialista em Comércio Eletrônico - Gestão de E-commerce (Internet Innovantion) - Marketing Digital pela Internet Innovation; - Professor das disciplinas Gestão Aplicada e Ética - WebExpert de Google AdWords - Twitter: @gustavolimamkt

Publicado em agosto 22, 2011, em comércio eletrônico - marketing digital - brasil e china no comércio eletrônico mundial - internet: rede de pessoas., Diversas, e-commerce, Gestão. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Reinaldo Caraveno

    Compartilhando uma dica muito legal para empreendedores como eu. O blog da Betalabs: blog.betalabs.com.br

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