Geração Z mudará rumos do mercado de trabalho


Geração Z mudará rumos do mercado de trabalho

É provável que você já tenha ouvido falar da Geração Z. Sucessores dos Y, os também chamados “nativos da internet” possuem características semelhantes aos seus antecessores, mas seu dinamismo exacerbado promete uma reviravolta no mercado de trabalho.

Nascidos a partir da segunda metade dos anos 90, receberam a alcunha de “Z” por causa do “zapear”, verbo que, certamente, define esse grupo.

O consultor da área de desenvolvimento de competências Gilberto Wiesel explica que, por estarem diretamente com as novas ferramentas digitais, como mídias sociais, os Z’s são ágeis e profundamente ansiosos por mudanças. Além disso, geralmente, os membros desta geração são críticos, dinâmicos, tecnológicos e preocupados com questões ambientais. São também exigentes em relação a produtos e serviços.

“Tais características são positivas e trarão benefícios às empresas no futuro. Conhecendo a maneira dinâmica com que eles lidam com muitas situações, acredito que esses futuros profissionais serão, antes de tudo, funcionários multitarefa”, opina.

Para que se entenda, um exemplo de membro dessa geração é o furacão teen Justin Bieber, nascido em 1994, que usou ferramentas da web para se promover – característica marcante dos nativos digitais que, desde o nascimento, já tinham contato com a World Wide Web e permanecem conectados, não apenas pelo computador, mas também por dispositivos móveis.

Com essa mudança comportamental, certamente as empresas deverão se adaptar aos funcionários dessa geração. “Não podemos dizer se o molde que as empresas aplicam atualmente é adequado. Hoje, pode ser. No entanto, quando esses jovens entrarem com mais frequência no mercado, outros tipos de gerenciamento podem surgir com a implantação de novas ideias e projetos diferenciados por parte dessa geração ansiosa por mudanças, inquieta e dinâmica”, explica Wiesel.

Além das transformações nos padrões empresariais, as carreiras também poderão ser influenciadas pelos Z, mas Wiesel diz que profissões mais tradicionais e prestigiadas serão mantidas – e também receberão influência de suas características. “Inicialmente, acredito que os membros da geração Z devam encontrar mais facilidades em áreas mais afins à tecnologia e abertas a inovações. E, em pouco tempo, esses profissionais estarão em diversas áreas.”

No entanto, o excesso de dinamismo poderá prejudicá-los em suas carreiras. “O dinamismo excessivo desses jovens e a busca por soluções muito ágeis podem transformar esses colaboradores em funcionários dispersos e com baixos níveis de foco e concentração”, expôs o especialista, que aconselhou: “Por isso, acredito que os líderes das empresas precisam oferecer nos ambientes de trabalho reuniões com os diferentes profissionais para integrá-los. Assim, cada um poderá mostrar seu potencial, sem atrapalhar o bom desempenho das atividades na empresa.”

Embora ainda não tenham ingressado no mercado de trabalho, já é possível prever quais serão suas atitudes quando chegarem aos postos de liderança. Wiesel aposta em profissionais mais exigentes, versáteis e flexíveis. Desapegados aos antigos moldes, serão mais ousados – com atitudes destemidas -, comunicativos e conectados, devido à sua facilidade em se comunicar em tempo real por meio de ferramentas tecnológicas.

O cenário que originou os Z

Generalizar as juventudes é um erro que, graças a estudos sociológicos, tem sido deixado de lado. Isso porque as juventudes de diversas épocas possuem características diferentes, devido ao cenário histórico, econômico, cultural e político.

A princípio, a Geração Baby Boomer – nascidos depois da Segunda Guerra Mundial, entre os anos 40 e 50 – foi a primeira a conquistar o direito de ser jovem. Segundo o documentário “We All Wanna Be Young” (“Todos nós queremos ser jovens”), da empresa de pesquisa comportamental BOX1824, seus membros foram chamados de “juventude libertária”, por seu caráter sedento por mudanças, comportamento que influencia os jovens até hoje.

A geração seguinte, X, foi marcada pela busca do prazer, graças à liberdade conquistada pelos Baby Boomers. Apesar dos traços entusiastas e inconformados, foram muito influenciados pelo marketing, tornando-se uma juventude cheia de estereótipos. Receberam o apelido de “juventude competitiva”.

No entanto, os Y inverteram o jogo: a chamada “juventude global” ganhou o universo com o uso da internet. Mesmo não tendo nascido conectada como os Z, os Y conseguiu fazer com que memes (uma espécie de “viral” de internet, ou seja, um conceito que se espalha rapidamente pela web) viessem para a realidade. Claro que o excesso de informação causa ansiedade crônica nos também chamados “Millennials”, mas nada comparado ao que os nativos digitais encararão, devido ao dinamismo exasperado.

Outra característica dos Y é o uso da linguagem hiperbólica, o pensamento não-linear (que dificulta o entendimento desses jovens por gerações anteriores) e o gosto por expressar suas diferenças, ao contrário dos X.

Desta forma, a geração Z é resultado de todas essas juventudes, com o diferencial de ter nascido em um período tecnológico, tornando seus membros mais rápidos – e, porque não, mais ansiosos – que as demais gerações.

Para entender: o documentário já citado “We All Wanna Be Young”, da BOX1824, ilustra a evolução das diversas juventudes e suas revoluções.

Por Ana Paula de Araujo (MBPress)

 

Veja o vídeo http://youtu.be/ZidBmzFFSyk

Sobre Gustavo Lima

- Marketing pela Faculdade Integrada do Ceará; - Especialista em Comércio Eletrônico - Gestão de E-commerce (Internet Innovantion) - Marketing Digital pela Internet Innovation; - Professor das disciplinas Gestão Aplicada e Ética - WebExpert de Google AdWords - Twitter: @gustavolimamkt

Publicado em março 18, 2011, em geração Y. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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