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Gente diferenciada

Pregar relacionamento digital com o consumidor e não ter o DNA Digital dentro da própria empresa não tem coerência, alerta consultor

“As opiniões são as mais desencontradas”,
Gilberto Freyre, Casa Grande e Senzala.

Nas últimas semanas, minha amiga Aline, que trabalha para um dos mais significativos provedores de soluções que envolvem Marketing Digital e serviços Web 2.0, esteve envolvida em um projeto com um dos maiores anunciantes do mercado brasileiro.

Este anunciante, vale ressaltar, sabe combinar muito bem as opções existentes em seu mix de marketing, usando todas as mídias de forma consistente e, além disto, sabe trabalhar como ninguém no mercado os canais digitais de relacionamento com seus consumidores.

O tempo todo em seu Twitter existem novidades e fatos relevantes para os consumidores, sabem explorar Facebook e Orkut de maneira exemplar, possuem vídeos interessantes no Youtube, e mesmo em mobile marketing, algo que o mercado ainda está aprendendo a utilizar, já tem alguns casos de sucesso, ressaltados, a todo momento, por outros profissionais do mercado.

Durante as atividades deste projeto, uma área interna do cliente estava envolvida e a Aline precisava acessar o YouTube, Twitter e o Facebook para mostrar como sua solução poderia ser utilizada para monitorar a concorrência e suas ações, para comparar os desempenhos das atividades. Porém, quando ela tentou mostrar sua solução para os colaboradores, através da sua conexão de rede da empresa, foi informada que o acesso a estes sites era bloqueado.

A Aline não entendeu nada. Se o tal anunciante fica pregando o tempo todo que o uso de mídias sociais é importante para seus consumidores, como é que seus colaboradores não conseguem ter um acesso mínimo para monitorarem a concorrência, capacitarem nas tendências de mercado ou estarem em sintonia com o que seus clientes estão recebendo ou buscando de informação?

A Aline me procurou para compartilhar este fato e saber minha opinião. Infelizmente, disse a ela, isto é muito mais frequente que a gente imagina. Como se sabe, um dos grandes alavancadores do uso da Internet foi o email. Só que, infelizmente, quando começou a ser utilizado, os usuários eram vítimas da pornografia.

Era email para cima, para baixo e para tudo que é lado, com fotos, textos, piadas, pornografia, e uma gama de assuntos nada relevantes para o ambiente profissional. Hoje, na maioria das empresas, se o email para de funcionar, ninguém mais consegue trabalhar. O email virou uma aplicação de missão crítica de negócios, e isto poucas pessoas ainda enviam utilizando o computador ou o email da empresa, foi através de um processo de aprendizado contínuo.

Quanto tempo ainda será que vai demorar até que a liderança corporativa enxergue que o uso correto das mídias sociais no ambiente de trabalho pode aumentar a produtividade dos funcionários, permitir uma melhor interação entre clientes, fornecedores e parceiros de negócio? Ainda, quando as mídias sociais irão ser utilizadas como uma ferramenta que permita a criação de novos produtos, melhoria de serviços e agilidade nas relações internas e externas das corporações?

Eu, sinceramente, como um dos defensores deste novo modelo de trabalho, espero que seja breve. Entretanto, com experiência e um olhar crítico por tudo que já ocorreu no passado, sei que irá demorar um pouco. Só que, na hora que vier, será mais rápido e poderoso, causando impactos até então não imaginados.

E como a Aline deve trabalhar com este cliente? Minha dica foi: mostre os benefícios de sua solução para a área que irá utilizar. Se ela tiver sucesso nisto, o próprio gestor da área irá conseguir acesso para suas equipes. Demonstre que outras empresas já passaram por este momento e como elas estão conseguindo ser mais produtivas sem as amarras e restrições.

Acima de tudo, não adianta ter propagandas maravilhosas se o DNA Digital não estiver disperso por toda organização. E, empresas, por favor, parem de tratar seus funcionários como gente diferenciada.

Mario Faria (Professor do MBA das disciplinas de Marketing e Estratégia da Business School São Paulo e consultor. E-mail: mario.faria@prof.bsp.edu.br)

Mundo do Marketing (www.mundodomarketing.com.br)

Portal HSM
27/05/2011

As mulheres estão em menor número na internet…

As mulheres estão em menor número na internet, mas nem por isso elas compram menos. São mais participativas nas redes sociais, compram a mesma quantidade que os homens e a tendência é que seja ainda maior. Não obstante, elas vêm com força e já mostram sua sensibilidade ao quesito “Compras OnLine“.

Quando o assunto é rede de relacionamentos é quase inevitável não pensar no público feminino. De acordo com uma pesquisa divulgada em 2009, as mulheres comandam as redes sociais e mídias sociais. A pesquisa foi realizada por David McCandless, do blog Information is Beautiful, na qual verificou que das 17 redes pesquisadas, 13 são comandadas por mulheres, e nas outras 4 há equilíbrio entre os sexos.

Ainda nessa pesquisa pode-se perceber que nas 4 redes sociais onde há equilíbrio, estão o LinkedIn e o YouTube, desmitificando a idéia que os homens são os que mais vêem vídeos através do gigante portal de vídeos do Google. Os outros dois portais em que houve empate foram DevianART e Del.icio.us. De olho nesse potencial gênero, a Lojas Renner passa a ter sua linha de produtos disponível para venda on-line. É verídico que elas ainda preferem as compras off-line, olhar as prateleiras e experimentar cada produto frente ao espelho . Porém, cabe à empresa cativar esse público e lhe dar o inesperado, buscando excelentes estratégias de marketing digital. A empresa utiliza o twitter para divulgar seus produtos e promoções e já conta com mais de 12 mil seguidores.

Em pesquisa realizada no 1º semestre de 2010 pelo e-Bit, foi constatado que 55% dos consumidores que fizeram uma compra pela internet e foram influenciados por uma rede social são mulheres. No e-commerce em geral a divisão é feita exatamente igual: 50% mulheres e 50% homens. A partir destas informações é possível compor a idéia de que as mulheres são mais influenciadas pelas redes sociais frente aos homens. Sabe-se que as mulheres são mais sensíveis a opiniões sobre um produto, por isso buscam maiores informações sobre apreciações, conceitos e análises de quem já utilizou tal produto. Essa participação feminina no comércio eletrônico vem aumentando significativamente. Em 2001, elas representavam 39%, em 2005, 42% e já em 2010, representam 50% dos e-consumidores. Investimentos em banners, bloco de anúncios, adwords e demais, parecem ir perdendo espaço para o investimento em marketing nas mídias sociais.

É difícil mensurar o resultado de marketing nas redes, pois nem sempre o resultado é um clique que levará à compra de um produto. O fortalecimento da marca é o mais relevante nessa área. Milhares de usuários estão criticando e elogiando seus produtos, e é por isso que é necessário estar frequentando fóruns e o que mais for necessário, para saber o que estão dizendo, e a partir de então, agir estrategicamente. Contudo, compreende-se a necessidade das empresas possuírem um perfil nas redes sociais e relacionarem-se com seu público.  Nesta etapa, deve-se tomar um enorme cuidado para não ser intrusivo e destruir a imagem de sua empresa. Jamais deixe sua propaganda ser explícita. Sempre que puder, faça comentários, levante discussões saudáveis e mantenha-se atualizado com o mercado e o mundo que o seu público está inserido.

Fonte: Blog do Ecommerce

Post do Papo de Empreendedor.

Há alguns meses atrás que achei essa matéria, hoje por acaso estava relendo a mesma, achei interessante posta-la aqui:

 

 

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Sua empresa está preparada para as mídias sociais? Quando digo preparada falo em conhecer a própria identidade. E não de ter um perfil no Facebook ou de tuitar notícias. É moda hoje em dia deslocar um estagiário para acompanhar o que se fala do empreendimento no mundo virtual e, eventualmente, sugerir visitas ao site, postar notinhas e assim por diante. Depois, quando não há resultado, os empresários culpam a falta de maturidade das redes e seu público. Eis um caso clássico de miopia digital.

 

Para dar certo nas novas mídias, você tem de ser dono do que poderíamos chamar de um negócio social. Ou seja, um empreendimento que estabelece raízes e se nutre das trocas nessa nova realidade. Antes de surfar nas redes, a empresa deve conhecer a própria marca profundamente. E identificar o que os clientes realmente amam nela ou qual forma e valores espelham os desejos desse público. Desse modo, você pode oferecer algo palpável, um motivo para seus consumidores se relacionarem com a marca.

Mas prepare-se: esse momento pode ser doloroso. Grande parte das vezes, o que o empreendedor quer não é exatamente o que ele tem. Ou seja, a percepção pública da marca pode ser muito diferente do imaginado. O sucesso nas mídias sociais depende desse posicionamento.

A mesma lógica da sustentabilidade se aplica à nova realidade virtual. Uma empresa sustentável não é aquela que faz eventos de preservação, como forma de compensar o impacto de sua atividade, mas sim quem incorpora os valores ao negócio e, assim, pauta suas ações pelas responsabilidades ambiental, social e econômica.

Um negócio social também se relaciona com seu público virtual com a naturalidade de quem conversa com um amigo. No caso, milhares, talvez milhões deles. Essa nova natureza pressupõe que interagir com uma marca é uma experiência. Ou seja, a via é de mão dupla. A empresa na web 2.0 e além não pode ser um totem inacessível e apenas comunicar suas novidades. O consumidor espera atenção – imediata – e uma troca. De informações, de vantagens e até mesmo de confidências.

Para as pequenas e médias empresas, as mídias sociais representam uma grande chance. Na rede o tamanho é relativo. Marcas pequenas podem concorrer com gigantes. Depende, na verdade, mais delas próprias e de suas estratégias.

É possível sim, alavancar vendas ou fidelizar clientes através das mídias sociais. Mas para isso a empresa deve incorporar suas estratégias na web 2.0 ao planejamento. Tem de estar no DNA do negócio. É preciso estabelecer metas, um orçamento, desenvolver métricas e revisar os resultados com periodicidade. Nesse plano, tem de estar previstos custos com promoções, descontos, brindes, acompanhamento de conteúdo e divulgação.

Não é necessário gastar um dinheirão. O que vale mesmo é a criatividade. Um restaurante, por exemplo, pode promover sua própria Restaurant Week fora de época para seus seguidores do Facebook. Ou ainda oferecer um preço supervantajoso se a história for retuitada um X número de vezes. Uma loja de roupas pode desovar seu estoque parado com descontos especiais a seus seguidores. Uma loja pode promover sessões de cinema com pipoca e refrigerante, promover debates, serviços a domicílio, aulas e assim por diante. Isso sem contar as promoções em sites de Compras Coletivas. E a empresa pode ainda criar sua própria promoção de compras coletivas em seu site.

Há vários cases de empresas que usam redes sociais de modo criativo e eficiente. Uma cooperativa de táxis londrina passou a agendar corridas através do Twitter. A Licensed London Taxi Drivers começou a utilizar o micro-blog para passar informações de trânsito e como forma de comunicação entre os motoristas. Alguns seguidores ocasionais, entretanto, começaram a pedir corridas pela rede. Deu tão certo que, pouco tempo depois, a cooperativa lançou um serviço que ficou conhecido como Tweetalondoncab, no qual o usuário informa hora, partida, destino e, se possível, um telefone para contato.

A Starbucks é outro case de sucesso nas redes sociais. E o faturamento bilionário não é decisivo: a equipe dedicada às mídias sociais reúne apenas seis pessoas. O grupo trabalha com foco em ampliar o conceito da marca, o de lugar onde a pessoa mais se sente bem depois da própria casa. Entre as ações, a companhia lançou em março a possibilidade de usuários do Facebook presentearem seus amigos com espressos. E a ideia veio de uma cliente das cafeterias por meio do portal MyStarbucksIdeia.com.

Para a marca, o relacionamento com os clientes por meio das redes sociais é um ganha-ganha. Com uso do Twitter, do Youtube e do Facebook, a Starbucks identifica e soluciona crises, aumenta a confiança de seus consumidores ao ouvir publicamente suas reclamações e consolida sua experiência de marca ao responder rapidamente a demandas, como adicionar Wi-fi gratuito nas lojas. Mais do que alavancar vendas, a estratégia tem como foco fidelizar os clientes. E os resultados têm sido fundamentais. O próprio CEO Howard Schultz declarou que as mídias sociais salvaram a empresa.

Os ganhos são reais e mensuráveis, como mostra uma pesquisa realizada em 2009 pela Wetpaint e Altimeter Group, chamada EngagementDB: as empresas que investiram mais em mídias sociais para estabelecer um canal diferenciado de comunicação com o mercado tiveram um aumento médio de 18% nas vendas em 12 meses; em contrapartida, as menos ativas nas mídias sociais tiveram redução de 6% nas receitas.

Hoje ter seguidores no Twitter, comunidades no Facebook e qualquer tipo de relacionamento com seu público é um verdadeiro patrimônio. Deveria mesmo constar no balanço da empresa, como ativo intangível.

 

Fonte: Papo de Empreendedor

 

As mídias sociais e o desempenho no varejo

Por Pedro Eugênio*

Praticidade, conforto e segurança são alguns dos benefícios oferecidos pelas lojas virtuais que contribuem para o aumento constante das compras pela internet. Tudo isso agregado a uma boa oferta, se torna irresistível para qualquer consumidor. Cientes deste novo perfil de clientes, os varejistas abusam da criatividade e inovação, e atraem cada vez mais compradores por meio das mídias sociais.

Sorteios, brindes, ofertas exclusivas e cupons de descontos são algumas das tentações que atiçam os consumidores ativos, que são disputados a cada clique. Quem nunca se pegou navegando pelo twitter de um estabelecimento a procura de um descontinho? Estar alienado a estas novidades é garantia de fracasso nos negócios.

Para se ter uma ideia da importância das promoções e cupons de descontos, cerca de 70% das pessoas abandona o carrinho de compra. Sendo que desse percentual, 27% delas abandonaram por não encontrarem um cupom de desconto. Ou seja, os consumidores sempre procuram algum benefício extra na compra, como abatimento no preço ou frete grátis.

Há também aqueles que  priorizam as redes sociais populares como o Twitter e o Facebook e oferecem conteúdo exclusivo de promoções e ofertas, além de grandes sorteios para seguidores e fiéis aos estabelecimentos. Preços mais baixos e ofertas relâmpago são anunciados constantemente. Tudo de forma rápida e dinâmica, como a velocidade da web.

O feedback direto com estabelecimentos também é um benefício que o consumidor moderno usufrui com esta batalha nas mídias sociais. Com isso, as  manifestações negativas ou positivas ganham cada vez mais importância dentro das redes de varejo. Antenados nas mídias sociais mais populares do Brasil, como Twitter, Orkut e Facebook, milhões de usuários e consumidores se deleitam com as novas formas de varejo. As novidades não param de surgir e o mercado promete agradar ainda mais clientes de todos os gostos e bolsos.

* Pedro Eugênio é sócio fundador do Busca Descontos.

Há um Mark Zuckerberg na sua empresa? Saiba como identificá-lo

Vencedor do Globo de Ouro 2011, o filme A rede social, mostra como talentos da geração Y estão modificando o mundo. Artigo traz alertas para saber reconhecer e reter tais talentos

Nenhum fenômeno de bilheteria lançado em 2010 conseguiu surpreender tanto quanto A rede socialde David Fincher, evencedor do Globo de Ouro 2011. Ancorado na popularidade do Facebook, o filme oferece como maior atrativo a história de Mark Zuckerberg – o mais jovem bilionário no ranking da revista Forbes. Aos 20 e poucos anos, Zuckerberg apresenta, no limite – como mostrado no filme –, as virtudes e os vícios dos jovens inteligentes, impetuosos e ambiciosos da “era digital”.

Uma particularidade dos cerca de 73 milhões de pessoas entre 20 e 30 e poucos anos denominada de Geração Y? Não! A história é pródiga em exemplos de jovens extraordinários e que mudaram o mundo.
Talvez o fato novo seja que jovens como o criador da mais popular rede de relacionamento estejam revolucionando o mundo dos negócios. Aliás, estão criando o mundo dos novos negócios e novos mercados.
Um fenômeno da Era Digital? Em grande parte sim. A Era Digital, com suas possibilidades quase ilimitadas, acende a fogueira da curiosidade (e das vaidades, claro) e da tentação de testar limites, algo inerente aos jovens.

Uma conseqüência é o pânico dos nascidos na transição analógico-digital (Geração X) e os nascidos na era analógica (Baby Bommers) em gerenciar o que é ingerenciável (como pais ou como gerentes): paixões! E um mundo de possibilidades nunca antes imaginadas.

Uma característica dessa realidade, ao mesmo tempo instigante e deletéria, é a velocidade, a urgência e ansiedade gerada pela sensação de obsolescência.

A inovação de ontem será ultrapassada amanhã. A abundância, e não a escassez de recursos, informações e de possibilidades se torna um problema. E gera culpa, nunca mitigada, numa geração quase sem culpa. Não mais a dicotomia: capitalismo ou socialismo? Só a urgência: ser feliz aqui e agora! (sem as questões filosóficas que “ser feliz” pode suscitar).

Quem, além da geração Y, está mais adaptado a um mundo em que a única certeza é a mudança contínua e vertiginosa? Quem, senão um Y, exposto a dispositivos digitais desde a infância, pode lidar, com invejável desenvoltura, com as novas tecnologias, incluindo a grande capacidade de navegar e explorar a Internet de forma intuitiva?

O que resta aos menos adaptados, os X, os baby bommers e aos que vieram antes, senão criar as condições para que os da Geração Y façam o que sabem fazer melhor? Vivendo nas redes sociais, os Y estão mais propensos em confiar naquilo que se espalha no marketing viral do boca a boca do que na publicidade tradicional, e por isso se adaptam facilmente a rotinas de trabalho mais colaborativos e desenvolvidos em equipe.

Sim, neles, cooperação e individualismo coexistem. Deles, não espere reuniões monótonas, impositivas e prepare-se para uma apaixonada defesa de pontos de vista e um desconcertante pragmatismo.
Porque tudo lhes parece fácil e simples, e porque estão conectados com muitas pessoas e muitas informações simultaneamente, podem perder o foco e, não obstante a criatividade, podem não transformar as ideias em inovações ou produtos e serviços úteis.

E é aí que pessoas de gerações anteriores podem ser eficazes: como mentores ou coaches dos Y. Mas esqueça os estilos gerenciais que fizeram as gigantes empresas da era industrial décadas atrás.
A autoridade que aceitam é aquela advinda da competência técnica e da reputação de quem pretende comandá-los. E sabem distinguir autoridade de autoritarismo – que rejeitam. Para eles, ordem e progresso não andam juntos. Progresso, sim; ordem, nem tanto.

Quer que um Y seja produtivo? Ele será, se o gerente aprender a negociar o resultado esperado. A Geração Y gosta de “trocar”: trocar ideias, trocar coisas, trocar resultados e comprometimento por um trabalho com significado, desafio, aprendizagem, liderança inspiradora, ambiente de trabalho agradável e divertido.

A Geração Y gosta de lugares e pessoas divertidas. Aliás, está ensinando às gerações precedentes que o trabalho pode e deve ser divertido. Expressões como IFT (índice de felicidade no trabalho) e FIB (felicidade interna bruta) fazem parte do léxico corporativo.

Mas é esse o habitat de um Mark Zuckerberg? Pode haver um Zuckerberg na sua empresa?

É quase certo que não. Se há outros – e deve haver – ele provavelmente deve estar criando mais uma nova empresa por aí. Está criando um novo mercado (e você ainda vai comprar dele algo que ainda nem sabe que precisa).

Ele talvez até já tenha passado por sua empresa e você não reparou. Talvez seja aquele jovem cheio de ideias que ninguém levava muito a sério e para quem os gerentes não tinham tempo nem paciência.
Ou aquele empregado-problema, rebelde, irritante, insubordinado, que não cumpria horário, estourava prazos, orçamentos, e só fazia perguntas quando você queria respostas.

É quase certo que você quisesse reter um Mark Zuckerberg se ele tivesse as virtudes do gênio que ele é, mas não vícios do homem açoitado por paixões e interesses nem tão virtuosos assim (pelo que se depreende do filme). Mas aí ele não seria a personalidade do ano. Seria?

Na dúvida, melhor dialogar com os Y que habitam sua empresa. Quer saber o que pensam? Pergunte a eles o que querem, pensam e sentem. Exatamente como faz com os seus clientes especiais.
Quem sabe você não descobre em um Y de seu time, um talento com potencial de um Mark Zuckerberg?

Luiz Alberto Ferla (CEO da Talk Interactive, empresa especializada em estratégias de serviços digitais. Ferla é engenheiro e administrador pós-graduado em planejamento estratégico)

Portal HSM
17/01/2011

Leia mais:

Leis da Internet: Criar perfis falsos podem gerar pena no Brasil

Após a aprovação de uma lei na Califórnia que pune internauta que criam contas de perfis falsas nas Redes Sociais, advogados brasileiros querem adotar esta lei aqui no país e alegam que o Brasil deve seguir o exemplo da Califórnia. Isto porque os processos referente a identidade falsa na internetraramente gera pena para o infrator que não vai para a cadeia.

Mas a questão é que o Código Penal cobre quando o internauta cria um perfil falso no artigo 307 que atribui a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano.
O que falta na minha concepção não é nada de novidade, mas sim cumprimento das leis do país. As leis da internet precisam sim serem analisadas, muitas precisam serem criadas, mas a maioria das ações se restringem as leis do Código Penal, pois independente do meio é causada a infração específica. Mas o que acontece é que os responsáveis não conhecendo sobre as novas tecnologias, como funcionam e como agem na vida das pessoas, acabam fazendo pouco caso, ou se confundem por completo deixando o responsável impune.
As leis da internet já estão a anos precisando serem revistas e avaliadas, porém tem sido prorrogadas, alegaram que as leis da internet seriam abordadas no Congresso no ano passado, 2010, e até então não teve nenhuma efetividade. Falta um pouco mais de empenho para concluírem isso, afinal pouco eles não recebem, então que tal trabalhar mais? Pois não desejo remendos americanos nas leis, e sim algo concreto e efetivo.

Via TecnocrataDigital@PlinioMkt

Monitorar redes sociais vira profissão

Monitoramento de Redes Sociais - Especialização e nova profissãoSaiba o que faz, onde atua e qual o perfil dos profissionais que trabalham com mídias sociais.

Thiego Novais passa o dia no OrkutTwitterFacebook. Este é seu trabalho. Ele é estagiário de redes sociais. As empresas passaram a ficar de olho nas redes sociais desde que perceberam o impacto da livre circulação de suas marcas na internet. Começaram a monitorar o que os usuários falavam a respeito delas. Surge assim o profissional de mídias sociais.

Atualmente, o trabalho deste profissional vai além de desvendar o que pensa o seu cliente. “Elabora-se conteúdo, porque é a partir dele que nos relacionamos com o público. Ao mesmo tempo, monitora-se o posicionamento dos perfis corporativos na internet”, explica Vivian Vianna, gerente de redes sociais da Media Factory.

Raio-X do profissional de mídias sociais – O que faz

Estuda o público, planeja e desenvolve campanhas, elabora conteúdo, divulga produtos, serviços ou marcas, gera relacionamento com o cliente por meio das redes. Monitora o que o público diz a respeito da empresa, responde dúvidas e críticas, mensura resultados – ranking dos perfis organizacionais na internet.

Onde atua

Empresas públicas, privadas e organizações não-governamentais de qualquer ramo. Em regime CLT ou como prestadores de serviço (Pessoa Jurídica).

Plataformas de relacionamento

O profissional da área elabora conteúdo para o OrkutTwitterFacebookYoutubeLinkedinFlickretc. Normalmente, as empresas geram relacionamento nas redes sociais mais populares. A definição da mídia depende do perfil organizacional e do cliente.

Monitoramento de redes sociais vira profissão

Formação

Grosso modo, quem trabalha com mídia social é formado em Comunicação ou áreas afins – Marketing, Jornalismo, Publicidade, Relações Públicas. Contudo, profissionais de diversas áreas podem atuar na função. Não há graduação em redes sociais, mas algumas universidades e empresas vêm realizando cursos de especialização na área.

Competências

Domínio da comunicação escrita. Bom relacionamento interpessoal: o engajamento e a transparência nas relações são fundamentais. Proatividade. Visão estratégica. Conhecimento nas áreas de comunicação e marketing; em tecnologias específicas, internet e suas ferramentas. O profissional de redes sociais deve ficar de olho nas tendências. Seu perfil pessoal na internet é seu portfólio. Salário inicial médio não é nada mal para os padrões brasileiros, R$ 1,5 mil.

Fonte: Empregos.com.br

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